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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O impacto da corrida nos músculos pélvicos




Por Professor Erivaldo Moreira, e Carlos Henrique


Segundo a International Continence Society, a incontinência urinária é definida como queixa de qualquer perda involuntária de urina. A partir de 1998, a incontinência urinária não foi mais entendida apenas como um sintoma, passando a ser considerada uma doença segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID/OMS).

Estima-se que 200 milhões de pessoas no mundo apresentem algum tipo de incontinência urinária. Este é um problema que afeta pelo menos 25% dos casos são homens e 38% são mulheres.
A IU normalmente é uma consequência natural do envelhecimento, e também pode ser apresentada através de esforço caracterizada pela perda de urina ao tossir, espirrar ou realizar esforço físico.
Em pesquisas podemos notar maior incidência da IU em atletas praticantes de esportes de impacto tais como atletismo, ginástica, basquete, vôlei, judô, fisiculturismo, equitação entre outros. Nos esporte de impacto, em se tratando de atletas, a IU esta associada ao aumento da pressão abdominal.
A prevalência da IU durante a prática esportiva, em atletas de elite, varia de 0% (golf) até 80% - trampolinistas levando está modalidade a ser a de maior incidência de IU.

Zucchi et al 2006, em estudo sobre movimentos específicos concluíram que o movimento que mais provocou perda de urina foi pular com as pernas em abdução (30%), seguido de corrida (30%), do salto com as pernas em adução (28%), e queda após salto (14%).

No pedestrianismo, principalmente nas corridas de longa distância, a IU associa-se à fadiga muscular desta região, alem disso, fatores como distúrbio menstrual e alimentar podem favorecer a IU.  Praticantes de atividade física não atletas, podem também apresentar a IU por fatores alimentares e hormonais entre outros.
Em citação de Bourcier 1995, Araújo et al 2007 relaciona algumas modalidades esportivas quanto ao risco para o assoalho pélvico.


Estudo realizado por Araújo et al 2007, a freqüência de IU em corredoras de longa distancia é de 64%.
O treinamento inadequado pode levar ao desuso ou a fadiga dos músculos do assoalho pélvico o que está relacionado também a IU.
As pessoas mais suscetíveis a IU são mulheres entre 15 e 64 anos. Em atletas do sexo feminino, a média de idade para ocorrência de IU é de 33,7 anos.

Para prevenção, recomendamos a pratica de exercícios consistem em fortalecer os músculos do assoalho pélvico os quais cercam as aberturas da vagina, uretra e reto proporcionando assim maior tônus muscular e, conseqüentemente maior controle.
Exercícios respiratórios e de orientação da região abdominal também se apresentam eficazes na prevenção.

Exemplo:


Alto risco
 Risco moderado
Baixo risco
Atletismo
Corrida
Natação
Ginástica
Tênis
Remo
Basquete
Esqui
Ciclismo
Vôlei


Judô


Fisiculturismo


Equitação




Contrair fortemente a MAP, sustentando esta contração por 2 segundos. Relaxar por 5 segundos. Repetir 10 vezes.

A adoção de um estilo de vida saudável com reeducação alimentar, evitar o sobrepeso e a constipação intestinal são hábitos que certamente afastaram as chances de IU.

E claro que o acompanhamento de um profissional de educação física é imprescindível, lembre-se de consultar um profissional capacitado para saber qual é a melhor prática e estratégia para alcançar seus objetivos.


Referencia Bibliográfica:

RELAÇÃO ENTRE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES ATLETASCORREDORAS DE LONGA DISTÂNCIA E DISTÚRBIO ALIMENTAR - Rev Assoc Med Bras 2008; 54(2): 146-9

INCONTINÊNCIA URINÁRIA E ATIVIDADE FÍSICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA - CAETANO, ALETHA SILVA – Campinas - 2007

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